Admirável Mundo Novo narrado por Aldous Huxley
Postado por Annacro em 20 de junho de 2011 em Literatura e Quadrinhos com as tags Admirável Mundo Novo, Aldous, Áudio, Brave New World, CBS, distopia, ficção-científica, Huxley, Livro, Radio, Sci-Fi, Workshop
Capa do programa especial com narração de Aldous Huxley
O livro Admirável Mundo Novo com certeza já foi lido ou está na lista de pendências de todos os nossos leitores. Toda vez que me recordo da data em que o livro foi escrito – 1932 -, fico admirada! (tudum-pá) A história é cativante e chocante a cada virada página. Na minha singela opinião, o texto não é dos mais ágeis, mas o que atrai mesmo na obra é todo o cenário futurístico apresentado. Não à toa, serve de inspiração para muita produção de ficção científica até hoje (como no caso da série sci-fi brasileira 3%).
Entre 1956 e 1957, a CBS – uma das três maiores redes de televisão e rádio dos EUA – realizou um especial com adaptações de livros para o rádio. O primeiro programa desse projeto foi uma adaptação desse clássico de ficção-científica narrado pelo próprio autor, Aldous Huxley. Os efeitos sonoros foram algo à parte. Três homens, uma sala de controle e cinco horas de trabalho árduo foram necessários para criar um som que, durante o programa que foi ao ar, foi ouvido por menos de 30 segundos.
O som foi criado com a mixagem de diversos outros sons captados como o tique de um metrônomo, água borbulhando e gotejando, uma mangueira de ar, o mugido de uma vaca, dois tipos de boing (!?), e o bater de copos de vidro (três tipos diferentes de som). Criteriosamente misturados e gravados em fita, o efeito ainda não era bom o suficiente. Foi preciso tocar a fita de trás para frente e adicionar um pouco de eco para o efeito ser considerado ideal. Quando pronto, o som representou o barulho da fabricação de bebês.
A história foi dividida em duas partes de cerca de 30 minutos cada. Desculpa melhor para treinar seu inglês eu ainda não tenho… Ouça!
Sinopse
Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de “pai” e “mãe” são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, “Admirável mundo novo” é um dos livros mais influentes do século 20.
No vídeo, Huxley comenta rapidamente sua obra (com legendas em português).
Áudio Via |Open Culture











Este livro é atualíssimo e muito mais próximo da realidade que vivemos hoje do que pregam os adoradores de George Orwell. Vou colocar meus ouvidos tinindo assim como fiz com o audio livro de Ensaio Sobre A Cegueira (em inglês Blindness), de José Saramago.
=)
Huxley é ótimo. Confesso que só li o Admirável Mundo Novo, não li a seqüência.
E também acho que ele acertou mais em termos de distopia que viraria realidade que o Orwell (embora esse também tenha feito um livro ótimo)..
E falando nisso, uma tirinha super relacionada:
http://www.recombinantrecords.net/docs/2009-05-Amusing-Ourselves-to-Death.html