Top 10: Carros famosos do cinema.

Postado por Ribas em 15 de maio de 2012 em Nerdices com as tags , , , , , , , , , , , , , ,


Nos primeiros esboços do filme “De Volta Para o Futuro”, a máquina do tempo seria uma geladeira e a energia de 1.21 Gigawatts seria gerada por uma explosão de uma bomba nuclear em um campo de testes (alguém viu Indiana Jones 4?), entretanto, o diretor Robert Zemeckis ficou preocupado com o aumento no número de crianças se trancando em geladeiras e optou para mudar a máquina do tempo para um carro. Tal decisão foi o suficiente para transformar o DeLorean DMC-12 num dos maiores ícones em termos de veículos da história cinematográfica. A escolha do DeLorean, especificamente, para ser a máquina do tempo do Dr. Emmett Brown se deve ao fato de suas portas tipo “asa de gaivota” que facilitariam muito a inclusão da piada da família Peabody o confundindo com um disco voador. Desenhando pelo ex-projetista da GM John DeLorean, o carro usa um motor V6 de 130 HP (projeto conjunto das empresas Peugeot, Renaul e Volvo) e podia atingir a velocidade de 109 mph (175km/h). Seis carros foram usados na produção, sendo que um deles teve sua carroceria feita em fibra de vidro para as cenas onde ele precisava “voar” (entretanto, destes seis, só sobraram três para contar história). Um detalhe interessante é que todo o mecanismo do tempo foi feito a com peças usadas de aviões velhos e outras coisas mais como, por exemplo, o Mr. Fusion que era uma máquina de moer café e a entrada do compartimento onde se colocava o plutônio que, na verdade, é uma calota de Dodge Polaris. O sucesso da carro é tanto que existem várias empresas nos Estados Unidos especializadas em reproduzir peças e partes do circuitos do tempo para você converser o seu DeLorean na Máquina do Tempo da saga de Marty McFly e Dr. Brown. Embora o DeLorean como automóvel não tenha um desempenho digno de nota, a trilogia “De Volta Para o Futuro” o fez povoar de forma definitiva o imaginário de muito marmanjo aí que sonha em viajar no tempo com estilo.


Nunca um carro teve tantas versões cinematográficas como o meio de transporte do Cavaleiro das Trevas. São 6 versões até o momento (isto sem contar a clássica versão da série de TV de 1966 e as inúmeras versões das HQs): o primeiro Batmóvel do morcegão nas telonas foi uma Cadillac Série 75 Conversível 1939 no filme “Batman” produzido em 1943. O segundo Batmóvel foi um Mercury Conversível 1949 no filme “Batman & Robin” de 1949. Já o terceiro foi o usado nas produções de Tim Burton “Batman” e “Batman – O Retorno” projetado por Anton Furst e construído sob o chassi de um Chevrolet Impala. O quarto Batmóvel, por sua vez, foi o “carro alegórico” apresentado no filme “Batman Eternamente” de Joel Schmacher com carroceria de fibra de carbono cheia de luzes e com um motor Chevrolet 350 ZZ3 de alta performance. O quinto Batmóvel foi a versão utilizada no filme “Batman e Robin”, com um visual menos exuberante que o do filme anterior, mas ainda cheio de luzes e com o mesmo motor 350 ZZ3. O Batmóvel mais recente é o usado na trilogia de Christopher Nolan e seu visual foge totalmente do conceito das versões anteriores, agora tendo sua forma se assemelhando a um tanque de guerra (Alô, Frank Miller!) em vez de um esportivo italiano. Além disso, o Batmóvel de Nolan possui chassi próprio, com motor Chevrolet v8 de 500 HP, 65 paineis de fibra de carbono, 2 pneus dianteiros de corrida, 4 pneus traseiros de trator e cujo processo desde os primeiros esboços até a produção custou alguns milhares de dólares e apenas 4 unidades foram produzidas.


Para circular pelas ruas de Nova York atrás de almas penadas para capturar, os Caça-Fantasmas precisavam de um veículo e eis que Ray Stantz trouxe a solução: um Cadillac 1959 convertido em ambulância pela empresa Miller-Meteor (empresa especializada em converter Cadillacs em ambuâncias e carros fúnebres que funcionou de 1956 a 1979). Branco, cheio de tralhas no teto, com luzes azuis e uma sirene exclusiva, o Ecto-1 era impossível não passar desapercebido. Inicialmente, Ecto-1 seria um carro fúnebre preto com luzes roxas e brancas, porém, devido ao fato da maioria das cenas onde o carro aparecia fossem à noite, optou-se pelo visual que conhecemos hoje. No filme “Os Caça-Fantasmas 2″, Ecto-1 (rebatizado de Ecto-1A) volta com diversas melhorias: mais tralhas no teto, letreiros laterais de LED e faixas laterais listradas de amarelo e preto. Com o burburinho sobre um terceiro filme da franquia “Caça-Fantasmas” aumentando nas últimas semanas (parece que tudo está dependendo apenas da decisão de Bill Murray em participar ou não do projeto), fica a pergunta: quais serão as “melhorias” do Ecto-1 para “Caça-Fantasmas 3″?


Na série animada da década de 1980, era um robozinho falante que se transformava em um Fusca amarelo, porém, no filme live-action, a produção achou melhor tirar a sua fala e mudar sua forma alternativa para um imponente Chevrolet Camaro. No primeiro filme da franquia Transformers, Bumblebee começava a história como um Camaro 1976 todo detonado, mas, ao longo da história, acaba mudando sua forma alternativa para o modelo conceito lançado em 2006 pela GM. O sucesso do “novo” Camaro nas telas foi tanto (a GM o fabricou de 1967 até 2002 e o trouxe de volta à produção em 2010), que ofereceu por 995 dólares a mais aos compradores de Camaros na cor amarelo rally um kit de acabamentos com o tema dos Transformers: calotinhas com o símbolo dos Autobots, soleiras de porta escrito Transformers, insígnia dos Autobots aplicadas nos pára-lamas dianteiros próximos à porta, console central com o símbolo dos Autobots bordado e faixas pretas que cruzavam o carro de ponta a ponta com o logotipo “Transformers” na altura do motor. Além disso, devido ao mercado em potencial que os filmes dos Transformers gerou, a GM do Brasil passou a importar oficialmente o Camaro e se você tiver 199 mil reais para desembolsar, poderá ter um Bumblebee estacionado em sua garagem.


Tudo começa quando o piloto Jim Douglas vai a uma concessionária comprar um carro para poder correr. Apesar de não ter tido sucesso, Jim mal sabia que um Fusquinha 1963 com teto solar de lona da loja o seguiu até em casa e acabaria se tornando seu grande companheiro de pistas, recebendo faixas coloridas que iam da frente até a traseira e o icônico número 53 no capô, nas portas e na tampa traseira. Além de ter vida própria, Herbie fazia inúmeros truques como abrir suas portas sozinho e espirrar óleo nos outros. “Se Meu Fusca Falasse” de 1968 fez tanto sucesso que rendeu quatro continuações (“As Novas Aventuras do Fusca” de 1974, “O Fusca Enamorado” de 1977, “A Última Cruzada do Fusca” de 1980 e “Herbie: Meu Fusca Turbinado” de 2005), uma série para TV em 1982 e um filme para TV em 1997 também batizado de “Se Meu Fusca Falasse”, porém com uma história completamente diferente. Uma curiosidade: o ator Dean Jones, que interpretou o piloto Jim Douglas em dois dos quatro filmes para cinema, na série para TV e no filme para TV, adquiriu o Herbie do primeiro filme após o término das filmagens e tem o carro até hoje.


O carro de James Bond é considerado a parte mais memorável do filme “007 Contra Goldfinger”, o segundo de uma série que tornaria a criação de Ian Fleming o espião mais famoso do mundo. Dentre os acessórios especiais, o Aston Martin DB5 1964 de Bond possuía janelas a prova de bala, placa giratória e uma variedade de mecanismos de defesa, dentre eles um assento ejetor. Apesar de só ter entrado em ação, de fato, em dois dos filmes da série (“007 Contra Goldfinger” e “007 Contra a Chantagem Atômica”), foi o suficiente para se tornar um ícone e ser imediatamente associado ao espião 007. Tanto é verdade que chegou a ser “homenageado” com pequenas aparições nos mais recentes filmes da série como “007 Contra Goldeneye” e “007 – Cassino Royale.”


O Ford Falcon XB GT 1973 oriundo da Austrália serviu de veículo para Max em dois dos três filmes da trilogia “Mad Max”. O carro recebeu diversas modificações como a frente estilo “Concorde”, o blower saindo do motor, escapamentos laterais quádruplos e, para o segundo filme, dois tanques enormes de combustível no lugar do porta-malas, rodas e pneus traseiros maiores e um banquinho para o cachorro parafusado no interior da porta do lado esquerdo (na Austrália, a direção dos carros fica no lado direito). Por se tratar de um filme de baixo orçamento, apenas UM Interceptor foi preparado para o primeiro filme e, no segundo, foi feita uma réplica para as cenas de perseguição enquanto o “original” foi apenas usado para closes e tomadas do interior do carro.


O modelo usado no filme é de 1961 e serviu de transporte para Ferris Bueller, Sloane e Cameron, protagonistas de “Curtindo A Vida Adoidado”, terem um belo dia de passeio pela cidade de Chicago, em vez, de contabilizarem mais um dia enfurnados na sala de aula.
Apesar do triste fim na película, nenhuma Ferrari foi ferida durante as filmagens! Na verdade, três réplicas com carroceria em fibra de vidro é que foram usadas na produção, afinal, uma Ferrari 250 GT California original, além de ser raríssima (apenas 104 unidades foram fabricadas), é extremamente cara (a última vendida em leilão foi arrematada pela bagatela de 10 milhões de dólares).


No filme “Gone In 60 Seconds” original de 1974, Eleanor era um Ford Mustang Mach I 1973 e a única coisa que o remake de 2000 herdou dele foi apenas a linha básica do roteiro: a história de um grupo de ladrões de carro que se referia aos seus objetos de roubo usando nomes de mulheres para não levantar suspeitas da polícia. E nada mais. Não era de se esperar Eleanor passasse a ser o codinome para um outro carro, desta vez um expressivo Shelby Mustang GT500 Fastback 1967, carro cobiçadíssimo entre os colecionadores de automóveis antigos antes mesmo do filme ir para as telonas. Isto porque trata-se de um Mustang preparado de fábrica resultado de uma parceria da Shelby American, da lenda automotiva (piloto / projetista / empresário) Carroll Shelby (falecido no último dia 10), com a Ford de 1965 até 1970. O Shelby GT500 vinha com motor V8 que podia gerar 355 HP de potência e atingir a velocidade máxima de 212 km/h. Apesar de tudo, a única “Eleanor” legítima, ou seja, o único GT500 verdadeiro que foi usado nas filmagens foi o que apareceu nos minutos finais do filme durante o churrasco na oficina.


Saído das páginas do romance homônimo de Stephen King, é um Plymouth Fury 1958 vermelho e branco que possui vida própria e, após ser comprado pelo adolescente Arnie Cunningham, passa a influenciar sua vida por completo.

Conteúdo: David Nery
Arte: Fernando Ribas