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NERD NO RINGUE #007

Postado por Pacha Urbano em 14 de junho de 2011 em Nerd no Ringue com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Hormônios efervescendo, espinhas deformando a superfície da pele, pêlos crescendo por todo o corpo, o tom da voz alterando-se, corpos cavernosos dilatando-se... A adolescência é um fenômeno monstruoso e assustador. No meio destas mutações todas, um pobre NERD tenta conseguir seu primeiro beijo em mais esta coluna. Com vocês, NERD No Ringue #007 - UM BEIJO NÃO É O BASTANTE

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NERD NO RINGUE #006

Postado por Pacha Urbano em 16 de março de 2011 em Nerd no Ringue com as tags , , , , , , , , , ,

DESVENTURAS EM SÉRIO por Pacha Urbano Outro dia me peguei lembrando do meu primeiro amor da infância. E o mais esquisito é que não era uma professora ou uma vizinha. Era uma personagem fictícia. Devia ter uns seis ou sete anos de idade quando assisti no Supercine, num sábado, o filme “O Mágico de Oz”, e até hoje não sei muito bem, me apaixonei perdidamente pela Dorothy. Não era pela atriz Judy Garland, era pela personagem dela. Lembro de naquela mesma noite ter sonhado que ela me abraçava e ficava comigo assim por muito tempo. E quando acordei e comigo

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NERD NO RINGUE #005

Postado por Pacha Urbano em 21 de janeiro de 2011 em Nerd no Ringue com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

SEXO, MENTIRAS E VIDEOCASSETES por Pacha Urbano Houve uma febre dos anos 80 não tem muito tempo, e eu espero sinceramente que tenha passado e não volte - porque fora uma década de breguice e mau gosto sem limites. Entretanto, os anos 80 foram muito curiosos em alguns aspectos sociais. Exceto claro, o fato de que se podia fumar em qualquer lugar, até mesmo em aviões. Um bom exemplo é que havia uma frouxidão maior com a censura dos filmes e programas de televisão; não que isso seja respeitado hoje. Porém, a classificação indicativa nos dias atua

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NERD NO RINGUE #004

Postado por Pacha Urbano em 21 de dezembro de 2010 em Nerd no Ringue com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

JOGOS, BRINQUEDOS E DOIS BOLSOS FUMEGANTES! por Pacha Urbano Não fui uma criança muito agitada, ao contrário, passava muitas horas desenhando, assistindo desenhos animados na televisão, lendo histórias em quadrinhos ou um livro atrás do outro. Diferentemente dos meus primos – e eu tenho muitos – não curtia futebol, queimado, pique-pega, estas coisas. Todo tempo livre eu me metia em atividades NERDs. Claro que isso só ficou nítido pra mim depois de muitos anos, quando a expressão se tornou corrente, e eu já tinha assumido minha nerdice de v

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NERD NO RINGUE #003

Postado por Pacha Urbano em 23 de novembro de 2010 em Nerd no Ringue com as tags , , , , , , , ,

NÃO É MAGIA, É TECNOLOGIA! por Pacha Urbano Andando de metrô outro dia, me dei conta que as pessoas estão cada vez mais imersas em si mesmas. Não se olham, estão mirando suas próprias mãos agarradas ao balaústre, com a cara enfiada em livros ou revistas. Pior, naqueles jornalecos que só falam de futebol, celebridades e bundas. Hoje em dia a maioria das pessoas anda de fones de ouvido, isolando-se cada vez do mundo externo. Muitos aparelhos celulares servem de tocadores de música, e o preço dos tocadores de MP3 também está baixando bastante, o que torna possível um grande número de pessoas levarem consigo suas músicas e escutá-las a hora que quiserem, além da popularização do acesso à internet, obviamente. Mas até bem pouco tempo atrás as coisas eram bem diferentes. O mais próximo de um iPod que existia na ocasião era o walkman. O walkman, crianças, era um aparelho eletrônico que tocava uma coisa chamada fita cassete. Nesta fica cassete eram gravados 60, 90 ou 120 minutos de música, dependendo do tipo de fita cassete e, claro, a quantidade de dinheiro que você dispunha. Havia todo tipo de walkman, mas o mais legal era o que executava o outro lado da fita (sim, elas eram como os discos de vinil, tinham um lado A e um lado B) sem que você precisasse ejetá-la e virá-la manualmente. Nesta época ainda não sonhávamos com o discman. Bem, pelo menos eu não sonhava. Nesta ocasião eu já tinha devolvido o radinho de pilha emprestado e comprado no camelô um walkman preto, muito bacana, que tocava os dois lados de uma fita sem eu ter que virá-la! Era extasiante não ter que se preocupar com isso, ouvir sua seleção musical inteira continuamente, sem aqueles infindáveis 15 segundos da troca de lado para interromper. Gravava nele programas de rádio, discos e fitas de amigos, mixava as músicas que eu mais gostava numa mesma fita, enfim, era uma trabalheira desgraçada que valia muito a pena. E claro, havia o problema das pilhas. Quando finalmente consegui um CD com a minha música favorita, como eu contei na coluna anterior, eu penei para ouvi-lo! Onde eu morava – e dada a minha condição econômica – não era fácil encontrar alguém que tivesse um tocador de CD. Estamos falando do início dos anos 90. Nos meus planos estava a fantá

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NERD NO RINGUE #002

Postado por Pacha Urbano em 20 de outubro de 2010 em Nerd no Ringue com as tags , , , , , , , , , ,

MÚSICAS PARA ELEVAR A DOR por Pacha Urbano No início da década de noventa eu vivia em péssimas condições financeiras. Nesta época minha mãe e eu morávamos em uma habitação de dois cômodos. Eu dormia com a cabeça entre um armário e a geladeira, aí vocês têm uma idéia. Para conseguir dormir sem que o motor da geladeira me incomodasse, um amigo me deu um rádio de pilha velho, daqueles que os porteiros usam pra escutar partidas de futebol. Duas pilhas médias me rendiam três semanas de noites bem dormidas, caso eu conseguisse desligar o radinho antes de cair no sono. Mas acontecia de eu dormir e só desligá-lo no dia seguinte, quando acordava, o que para mim significava prejuízo, porque pilhas nunca foram baratas. Assim, me esforçava em ficar vigilante, e girar o botãozinho para OFF, tão logo desse a primeira cabeçada. O radinho não era dos melhores e sintonizava bem poucas estações. Mas, certo dia, mudando cuidadosamente o dial, como quem está desarmando uma bomba, me deparo com uma voz linda fluindo de dentro daquele alto-falante. Parecia que estava me puxando para dentro de brumas de nostalgia. Aquela voz espectral, melancólica, me hipnotizou e permaneci assim até que a música acabou. Entrou outra na seqüência, que me fez sair do transe, muito embora ainda me mantivesse num estado estranho de tranqüilidade. Passei o dia seguinte inebriado, distante, pensando na música. Imaginando que assim que chegasse da escola, ligaria o rádio e esperaria aquela música tocar outra vez. Foi o que fiz. Esperei pacientemente o dia todo! E o raio da música não tocou. Diferente das outras rádios, que tocam as mesmas músicas o dia inteiro, esta rádio não tocava a que eu queria. Mas tocava outras. Muitas outras que também me fascinaram. Eu queria muito ter aquela música, escutá-la milhares de vezes, mas levei muito tempo para consegui-la já que naquela ocasião eu nem sonhava com o universo maravilhoso da interne

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NERD NO RINGUE #001

Postado por Ribas em 06 de outubro de 2010 em Nerd no Ringue com as tags , , , , , , ,

O PRIMEIRO MP3 A GENTE NUNCA ESQUECE por Pacha Urbano Quando recebi o convite para esta coluna que estou começando, o primeiro em que pensei foi: ferrou, sobre o que eu vou escrever? Isso me tirou o sono. Mentira, não tirou, mas me deixou pensando por um bom tempo. Pior do que não saber sobre o que escrever é não saber sobre o que se vai escrever na primeira coluna. Como ficar pensando muito numa mesma coisa não adianta, pelo menos não pra mim, fui organizar meus backups, pra tentar me distrair e ver se a idéia pintava de algum lugar. Não sei vocês, mas eu tenho uma obsessão por organizar arquivos – seja de música, vídeo, bloco de notas, imagens – e neste processo eu viajo legal, nem vejo a hora passar. E foi aí que achei num backup de 2000, em CD (isso parece tão pré-histórico, né?), uma pasta com as primeiras músicas que eu baixei da internet. O backup era de 2000, mas os arquivos eram de 1998, de quando eu trabalhava numa editora como ilustrador e não tinha acesso à internet. Pois é, as pessoas viviam sem internet, e hoje eu nem sei como isso era possível, mas era. Alguns amigos já tinham internet desde 1995, mas só fui ter acesso a isso em 1998, escondido. A coisa toda era tão subversiva pra mim! Imagina, entrar na World Wide Web através de uma conexão permitida somente para o pessoal da central de processamento de dados da editora, o maldito CPD. Um amigo me passou um login e senha genéricos e me disse um horário em que eu podia entrar sem que ninguém percebesse. Passei o dia inteiro numa ansiedade tremenda e quando o relógio deu 19h eu fui lá sorrateiramente e fiz os procedimentos que ele me ensinou. Aí, abri o Internet Explorer (

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