Postado por Pacha Urbano em 23 de novembro de 2010 em Nerd no Ringue com as tags CD, Discman, Fleetwood Mac, iPod, LP, pagode, Raça Negra, Stevie Nicks, walkmanNÃO É MAGIA, É TECNOLOGIA!
por Pacha Urbano
Andando de metrô outro dia, me dei conta que as pessoas estão cada vez mais imersas em si mesmas. Não se olham, estão mirando suas próprias mãos agarradas ao balaústre, com a cara enfiada em livros ou revistas. Pior, naqueles jornalecos que só falam de futebol, celebridades e bundas.
Hoje em dia a maioria das pessoas anda de fones de ouvido, isolando-se cada vez do mundo externo. Muitos aparelhos celulares servem de tocadores de música, e o preço dos tocadores de MP3 também está baixando bastante, o que torna possível um grande número de pessoas levarem consigo suas músicas e escutá-las a hora que quiserem, além da popularização do acesso à internet, obviamente.
Mas até bem pouco tempo atrás as coisas eram bem diferentes.
O mais próximo de um iPod que existia na ocasião era o walkman. O walkman, crianças, era um aparelho eletrônico que tocava uma coisa chamada fita cassete. Nesta fica cassete eram gravados 60, 90 ou 120 minutos de música, dependendo do tipo de fita cassete e, claro, a quantidade de dinheiro que você dispunha.
Havia todo tipo de walkman, mas o mais legal era o que executava o outro lado da fita (sim, elas eram como os discos de vinil, tinham um lado A e um lado B) sem que você precisasse ejetá-la e virá-la manualmente. Nesta época ainda não sonhávamos com o discman. Bem, pelo menos eu não sonhava.
Nesta ocasião eu já tinha devolvido o radinho de pilha emprestado e comprado no camelô um walkman preto, muito bacana, que tocava os dois lados de uma fita sem eu ter que virá-la! Era extasiante não ter que se preocupar com isso, ouvir sua seleção musical inteira continuamente, sem aqueles infindáveis 15 segundos da troca de lado para interromper.
Gravava nele programas de rádio, discos e fitas de amigos, mixava as músicas que eu mais gostava numa mesma fita, enfim, era uma trabalheira desgraçada que valia muito a pena. E claro, havia o problema das pilhas.
Quando finalmente consegui um CD com a minha música favorita, como eu contei na coluna anterior, eu penei para ouvi-lo! Onde eu morava – e dada a minha condição econômica – não era fácil encontrar alguém que tivesse um tocador de CD. Estamos falando do início dos anos 90.
Nos meus planos estava a fantá
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